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Notícias
Celebração de Bênção do Colégio São Francisco de Assis
24/03/2017

Tivemos, no dia 24 de março, a Cerimonia de Bênção do Colégio São Francisco de Assis.

Um momento de muita alegria!

Agradecemos as autoridades presentes e a todos que compareceram a este evento. De modo especial agradecemos:

 

Exmo Sr. Luiz Álvaro – Prefeito de Barbacena

Sr. Luiz Carlos Rocha – Secretário de Educação

Tenente Coronel Luiz Marcelo de Melo – Comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar

Tenente Míscoli e Sargento Protásio – Corpo de Bombeiros

Major Evandro – Epcar

Dr. Lunarde Biancheti e esposa Ana

Dr. Adailton e esposa – Médico Cardiologista

Sr. Roberto Bertoli – Diretor Presidente da Sociedade São Miguel Arcanjo

Sr. Irani Celso – Chácara da Mantiqueira

Sra. Sônia Sad e Sr. Michael Lemos – Conselho de Apoio Municipal

Sr. Vicente Paulo e Sr. Renato José – Supermercado Serra Azul

Sra. Tânia Capicote – Subsecretária de Programas Sociais

Sra. Dolores Moreira – Conselho Tutelar

Sra. Aparecida Siqueira – Pastoral da Criança e do Menor

Sra. Cleuza Maria – ESF – Posto de Saúde João Paulo II

Sr. Fábio – Representante do Grupo Saint-Gobain

 

Seguem as palavras do Diretor Pedagógico Tancredo Dimas Ferreira dirigidas aos presentes:

 

“Comece fazendo o necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível”. Creio que essa máxima de São Francisco de Assis nos remete ao início desta célula implantada aqui na Fazenda de São Miguel.

 

Fazendo uma analogia, é como se uma estrela guia tivesse passado por São Paulo e guiasse vocês, queridas irmãs de São Francisco, para Minas Gerais, mais especificamente para Barbacena. Vá ao encontro do outro e em especial àqueles que mais necessitam. “Fieis ao Carisma Franciscano, vieram àqueles a quem a Providência vos envia e, conscientes de sua missão na Igreja assumem o compromisso de evangelização e libertação, sobretudo junto aos pobres e oprimidos [...]. Na simplicidade e na alegria, querem ser sinais de esperança, impulsionadas pela fé em Jesus Cristo Ressuscitado, Senhor da História."

 

Dirijo-me neste momento às representantes da congregação, Irmã Selma, Irmã Odete e Irmã Joanice. Para falar de vocês, remeto-me ao Neurobiólogo Chileno Humberto Maturana, que, partindo da biologia, provoca uma ruptura com o pensamento moderno, adentra ao mundo da cultura e anuncia o pensamento sistêmico como base epistemológica para o estudo do ser humano, propondo uma concepção ecossistêmica da realidade. Dessa maneira, as ideias de Maturana nos levam a compreender que educar é conviver em um espaço de aceitação recíproca, onde haja o respeito consigo mesmo e ao outro, delineando-se assim um novo caminho a ser percorrido.

 

Quando as conheci o que mais me impressionou foi a alegria encontrada nos seus rostos por essa missão. E essa alegria transbordava nas pessoas que vocês trouxeram de São Paulo. Vocês contaminaram seus colaboradores de tal forma que eles abraçaram essa causa como missão, como diz o pensador e educador Paulo Freire: “Na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes.”

 

Nunca vi em mais de 30 anos na educação olhares tão compenetrados e alegres de um engenheiro, de um RH, de pedreiros, motoristas, TI, departamento de compras, pessoas que foram muito além de suas obrigações para colaborarem com essa obra. Quantos quilômetros vocês já percorreram de São Paulo a Barbacena juntos com seus colaboradores? Já presenciei pessoas saírem de São Paulo pela manhã, cumprirem com suas obrigações e a tarde retornarem de viagem.  Atitudes como essas só tem uma explicação, segundo o poeta Rubem Alves: “Educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu.”

 

E, neste momento quero agradecer em primeiro lugar a Deus e depois a vocês, por me colocarem neste projeto. Mais uma vez a missão profética falou mais alto. Devo ter sido um dos últimos colaboradores a ser contratado e qual não foi minha surpresa ao encontrar uma equipe em formação já imbuída do espírito Franciscano e desejosos de realizar a súplica da Oração de São Francisco: “Senhor fazei-me um instrumento de vossa Paz.” Talvez o contexto suplicou para que a equipe se unisse tão rapidamente. Pasmem colaboradores e convidados pela experiência das irmãs, já era sabido, mas confesso que estou um pouco estarrecido com o que encontramos aqui. Uma grande maioria de famílias em estado de alta vulnerabilidade econômica e social e alunos que não avançaram no processo de ensino-aprendizagem. Temos uma gama enorme de alunos que estão nas series finais do Ensino Fundamental e ainda não foram alfabetizados. Onde tu estás Estado?

 

E qual foi a resposta imediata de vocês Irmãs? Formou-se uma equipe para se unirem a equipe de São Paulo e criou-se uma infraestrutura incomparável com outras da cidade e região. Nada diferente ao atendimento a classe alta dos Colégios de São Paulo. Salas interativas, com internet de fibra ótica, uniforme completo, livros didáticos, formação e atualização dos professores, plataforma de livros didáticos, programas educacionais ligados a São Paulo e um projeto pedagógico alinhado com a realidade dos alunos. Um projeto que é um sonho como nos diz Paulo Freire; “Ai daqueles que pararem com sua capacidade de sonhar, de invejar sua coragem de anunciar e denunciar. Ai daqueles que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e o agora, se atrelarem a um passado de exploração e de rotina.” Não pensem que as irmãs fazem isso por responsabilidade fiscal. De forma alguma, é opção de vida, é missão. É o desejo de ver novos cidadãos serem formados.

 

 

Por isso meus queridos pais, amigos, comerciantes, médicos, autoridades civis e militares essa responsabilidade não é somente das irmãs, mas de todos nós cidadãos barbacenenses. Vocês não foram convidados por acaso, mas por serem pessoas de bem e de boa vontade. Juntos poderemos dar asas a essas crianças para alçarem voos como cidadãos do nosso país. 

 

Agradeço a minha família pelo apoio e incentivo a abraçar esse projeto.

 

Finalizo essa abertura e a inauguração deste espaço de conhecimento e crescimento humano com as palavras de Rubem Alves. “Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo. Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

 

E, dependemos dos senhores para encorajá-los nesse voo.

Muito obrigado,

 

 

Tancredo Dimas Ferreira



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